Falta de vacinação acarreta a volta do sarampo e de outras doenças

Você já reparou que doenças que já foram erradicadas há algumas décadas começaram a voltar ao cotidiano do brasileiro? Sarampo, poliomielite, caxumba, coqueluche, entre outras doenças graves tem acometido crianças em algumas regiões do o Brasil. O retorno dessas doenças à cena se deve à falta de vacinação. Espalhou-se a falsa notícia de que vacinas causariam efeitos colaterais graves à saúde das pessoas, o que não é verdade. Com isso, muitos pais de levar bebês e crianças para tomarem as vacinas regulares.

A vacinação de bebês e crianças é fundamental para evitar doenças graves
A vacinação de bebês e crianças é fundamental para evitar doenças graves

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação é uma das formas mais efetivas e de menor custo para reduzir a mortalidade infantil e doenças epidêmicas. A falta de vacinação, além de prejudicar indivíduos que não são imunizados, acaba contaminando algumas pessoas que se vacinaram, o que pode acarretar o surgimento de epidemias de doenças que já haviam sido erradicadas, lembrando que doenças como sarampo, poliomielite, caxumba, coqueluche e outras muitas só foram eliminadas graças às vacinas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal está em queda na maior parte das cidades brasileiras. No Maranhão 31 municípios têm baixa vacinação contra o sarampo e a poliomielite. Municípios maranhenses com baixa taxa de vacinação:

  • Alcântara,
  • Arame,
  • Axixá,
  • Bacabal,
  • Bacuri,
  • Belágua,
  • Bequimão,
  • Carutapera,
  • Central do Maranhão,
  • Chapadinha,
  • Dom Pedro,
  • Grajaú,
  • Humberto de Campos,
  • Jenipapo dos Vieiras,
  • Magalhães de Almeida,
  • Matões do Norte,
  • Peri Mirim,
  • Pinheiro,
  • Presidente Dutra,
  • Presidente Sarney,
  • Primeira Cruz,
  • Raposa,
  • Santa Luzia do Paruá
  • Santana do Maranhão
  • São Domingos do Maranhão,
  • São João Batista,
  • São Vicente Ferrer,
  • Serrano do Maranhão,
  • Turiaçu,
  • Vargem Grande,
  • Vitorino Freire.

Para o deputado federal Victor Mendes (MDB-MA), embora a cobertura de vacinas dificilmente chegue a 100% da população, é necessário não descuidar, pois os riscos para a saúde pública e prejuízos para as crianças são evidentes. “Quanto maior for o contingente vacinado, maior a proteção conferida inclusive aos não vacinados. Quando parte da população deixa de ser vacinada, criam-se grupos de pessoas suscetíveis, o que possibilita a circulação de agentes infecciosos que se multiplicam e não afetam só os que escolheram deixar de se vacinar, mas também pessoas que não podem ser imunizadas”, explica o parlamentar maranhense.

Efeitos colaterais da vacinação

Muitos pais deixam de vacinar os filhos por medo dos efeitos colaterais que podem surgir. Mas é importante ressaltar que nem todo mundo que recebe imunização sofre essas reações adversas e que quando isso ocorre os sintomas são passageiros e não costumam ser graves. Logo, não há motivos para que as pessoas abram mão de ser imunizadas.

Porque algumas pessoas deixaram a vacinação de lado?

A partir da década de 1990 surgiu nos Estados Unidos um movimento antivacinas, quando uma revista científica publicou um estudo que relacionava o autismo com as vacinas, o que mais tarde foi desmentido por publicações científicas. Foi comprovado que o autismo nada tem a ver com as vacinas. Ou seja, não existe motivo para não dar vacina às crianças. Ao contrário, deixar de vacinar é prejudicial à saúde delas, podendo até colocá-las em risco de morte.

 

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