Unesco propõe solução para otimizar a gestão de água no mundo

De acordo com relatório apresentado na última segunda-feira (19) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante o Fórum Mundial da Água, que ocorre em Brasília, cerca de 5 bilhões de pessoas viverão em regiões de baixo acesso à água em 2050, caso a gestão de água não seja modificada.

O documento, produzido em parceria com 31 instituições das Nações Unidas (ONU) e 39 colaboradores internacionais que compõem a “UN Water”, propõe alternativas baseadas em processos naturais como, por exemplo, estabelecer estruturas de coleta de água e regenerar solos e florestas da região.

No documento, a organização destaca uma experiência vivida no estado do Rajastão, na Índia, no ano de 1986. A região passou por uma das piores secas de sua história. Na ocasião, uma organização não governamental realizou trabalho de coleta de água e de regeneração do solo e de florestas. Por consequência, houve crescimento de 30% do território florestal, os níveis de águas subterrâneas subiram, aumentando a produtividade das terras.

O relatório da Unesco também ressalta que as zonas úmidas, que correspondem a uma área de 2,5% da superfície do planeta, são responsáveis por filtrar substâncias tóxicas. Elas conseguem remover entre 20% a 60% dos metais na água, bem como absorver entre 80% a 90% dos sedimentos de escoamento do solo.

As zonas úmidas também evitam desastres naturais, pois capturam água da chuva, evitando riscos de erosão e inundações. Por isso, diversos países do mundo estão criando zonas úmidas artificiais. (Clique aqui para ler o relatório)

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