MEC suspende criação de cursos de medicina por cinco anos

O Ministério da Educação decidiu suspender, na última quinta-feira (05), por cinco anos, o lançamento de novos editais para a criação de cursos de medicina e o aumento de vagas para os já existentes. A medida, que não vai afetar os editais já em andamento ou universidades federais parceiras da Secretaria de Educação Superior (Sesu), tem o objetivo de melhorar a qualidade de ensino na formação de novos médicos.

A decisão, assinada pelo ministro Mendonça Filho, durante reunião com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, em Brasília, é uma maneira de melhorar o processo de formação de novos profissionais, mesmo que hoje considerado de boa qualidade.

Importante destacar que a decisão levou em conta dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e do monitoramento do Plano Plurianual (APP), do Governo Federal, que revelam que o Brasil atingiu a meta exigida de criação de 11 mil vagas em cursos de medicina.

Um dos defensores da qualidade de educação no Brasil, o deputado federal Victor Mendes acredita que a medida vai modernizar o processo de formação dos futuros médicos. E que o período de cinco anos é necessário para que estudos possam detalhar maneiras de elevar a qualidade do curso de graduação.

“É importante que haja esse período de analise para modernizar o curso de medicina. Temos formado bons médicos, mas podemos melhorar esse processo. Por isso, considero esse tempo (cinco anos) ideal para o balanço”, completou.

Entre 2003 e 2018, foram criados mais de 178 novos cursos de medicina no País. Com o programa “Mais Médicos”, em 2013, esse número aumentou. De 2013 a 2015, o número de estudantes subiu de 19 mil para 31 mil, sendo 12 mil por ano.

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