Feminicídio: crime que vem crescendo no Brasil e preocupa a sociedade civil

Agência Brasil
Mulheres protestam contra feminicídio

O Dia Internacional da Mulher, que acontece nesta quinta-feira, 08 de março, normalmente é aproveitado para que se debata a condição feminina. Afinal de contas, é um dia de luta por melhores condições de vida e de trabalho para a mulher.

Especial destaque, pela importância que tem o tema, deve ser dado ao feminicídio, ou o assassinato de mulheres apenas baseado no ódio de gênero, e, que, infelizmente, vem crescendo no Brasil. É o que se pode observar a partir de levantamento publicado pelo portal de notícias G1 e que mostra a evolução das mortes por feminicídio nas diversas regiões do país, entre os anos de 2015 e 2017.

No quadro, fica revelado que o Brasil permanece como uma das nações mais violentas do mundo para as mulheres. As estatísticas levantadas pelo G1 mostram que 4.473 mulheres foram vítimas de homicídio em 2017, no país. Isso significa, primeiro, um crescimento de 6,5% em relação a 2016, quando 4.201 mulheres foram assassinadas, e, em segundo lugar, que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, taxa de 4,3 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas do sexo feminino.

Em 09 de março de 2015 foi publicada no Diário Oficial da União a Lei 13.104, que prevê o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, incluindo, ainda, o feminicídio, no rol dos crimes hediondos. O problema é a subnotificação dos casos de feminicídio. Mas, a esperança é que esse quadro venha a se modificar, tanto no sentido de que os casos de feminicídio sejam devidamente notificados, como na identificação e punição dos agressores, e, enfim, na conscientização geral da sociedade brasileira sobre a gravidade do assunto e da necessidade de sua superação, no país.

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