Agricultura irrigada pode ser expandida em todo o País

O Maranhão está entre os principais Estados que tem disponibilidade para expandir a área de agricultura irrigada, segundo estudo desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Em todo o país, a expansão pode passar dos atuais 6,2 milhões de hectares para mais de 11 milhões de hectares até 2024.

Segundo o estudo, a produtividade média em áreas irrigadas no país é de pelo menos 2,7 vezes maior que a atingida através da agricultura tradicional de sequeiro, que é dependente do regime – irregular e inconstante – de chuvas.

A publicação foi lançada durante o 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em Brasília. O material foi solicitado pelo Ministério da Agricultura (Mapa) para repensar a expansão da agricultura irrigada de forma sustentável.

O uso consciente da água é uma bandeira do deputado federal Victor Mendes em Brasília e no Maranhão. “Temos o desafio de unir a boa gestão da água com as necessidades da agricultura e das atividades produtivas em geral. No caso específico da agricultura, isso se reflete com mais impacto principalmente na vida dos pequenos e médios produtores, que dependem desse recurso para garantir produção de suas lavouras”.

Dono de amplo potencial quanto aos recursos hídricos, o Maranhão possui aproximadamente 2,8% de águas superficiais do País e 97,2% de águas subterrâneas, onde se inserem três bacias hidrográficas federais, sete estaduais e dois sistemas hidrográficos costeiros. Por se tratar de um Estado de transição entre diferentes biomas, como Amazônia, Cerrado e Zona Costeira, o estado apresenta disponibilidades hídricas distintas, daí a necessidade da gestão adequada desse potencial. Essas características apontam para a necessidade, cada vez maior, da implementação de políticas para o atendimento dos usos múltiplos desse recurso.

À frente da gestão do órgão ambiental entre 2011 a janeiro de 2014, no campo da gestão do patrimônio hídrico do Maranhão, Mendes alcançou destaque pela adoção de estratégias para modernização da gestão ambiental, restabelecendo o funcionamento dos Conselhos e Meio Ambiente e de Recursos Hídricos e regulamentando a Política Estadual de Recursos Hídricos, que garantiu a criação do primeiro comitê de Bacia do estado, o do Rio Mearim. Além disso, assegurou recursos, via convênio com a Agência Nacional das Águas – ANA, para a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos.

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